Juventude Brasileira e Ensino Médio Inovador - JUBEMI

O curso Juventude Brasileira e Ensino Médio Inovador - JUBEMI é um curso de atualização, desenvolvido pelo Observatório da Juventude da Universidade Federal de Minas Gerais e o Observatório Jovem da Universidade Federal Fluminense em parceria com o Ministério da Educação.

Seu objetivo principal é oferecer informações e elementos para que o professor inscrito no curso possa refletir sobre o Ensino Médio e, mais especificamente, sobre os temas que remetam aos sujeitos, jovens alunos com os quais atua. Outra intenção nossa é de que essa formação ofereça a/ao professora/a inscrito, instrumental teórico e metodológico para o trabalho cotidiano como articulador/a do Programa Ensino Médio Inovador.

Ao propormos o estudo do tema “Juventude Brasileira e Ensino Médio Inovador”, sugerimos a análise de duas temáticas que estão diretamente ligadas ao seu trabalho. A primeira é a questão da Juventude Brasileira: nossa proposta é discutir a temática da juventude, passando pelos temas que o envolvem diretamente: A relação com os jovens alunos.

A segunda temática é o Ensino Médio Inovador e a idéia é articular estas discussões sobre juventude – ou seja, a teoria – à prática, às ações dos/as professores/as articuladores/as do Programa Ensino Médio Inovador. No curso foi realizado um recorte, enfatizando a abordagem sobre os sujeitos que estão no centro de ação pedagógica do Ensino Médio: os jovens alunos.

É perceptível que, com a massificação do acesso à educação, a escola passou a receber uma diversidade de jovens, com expectativas, interesses, problemas e demandas as mais variadas. Ao mesmo tempo, sabemos que o coração da docência é a relação professor e aluno. Daí a importância de refletirmos sobre nossa postura pedagógica com os jovens alunos. Se esta relação está mal, a docência, o processo de ensino e aprendizagem e a escola também irão mal.

Nesse sentido, é fundamental conhecer estes sujeitos, procurar saber como se relacionam com o mundo e entre si, compreender o mundo no qual estão imersos, a escola que os recebe, a forma como lidam com este espaço que é a escola, com os conhecimentos escolares e o contexto sociocultural em que estamos todos envolvidos.

As questões centrais que serão abordadas no curso buscam responder os seguintes questionamentos, a saber: Quem são os jovens alunos? Como vêem a escola? Quais os sentidos que eles atribuem aos estudos? Quais projetos de futuro eles têm em mente? Como se relacionam com o mundo do trabalho? Como lidam com as tecnologias, com as questões raciais, da sexualidade e das relações de gênero? De que coisas participam?

Estas são algumas das questões que queremos refletir coletivamente. Vamos conversar sobre os temas não para encontrar respostas prontas ou para produzir receitas, mas para compor um mosaico da realidade juvenil que está à nossa volta e conhecer as possibilidades de intervenção no chão de cada escola.

Comentários

imagem de Clarice Luiz Sant'Anna

JOVENS e a "gramática dos erros"# senso comum

Muitos imaginam que os jovens que "falam errado" falam de qualquer jeito. Mas é bem fácil mostrar que, de fato, os que "erram" não erram, apenas seguem outras regras. O problema enfrentado por eles é que tais regras não são aceitas pela sociedade (do poder), ou são considerados desvios. Vejamos alguns casos observados nas falas dos jovens " Eu se jogo", "Nós se quebramo","Tu não se enxerga?" Empregam o pronome reflexivo de outras pessoas para a terceira. Ou seja, nunca dizem ele me (Nos...) viu no sentido de "alguém viu a si mesmo" O que significa que esses falantes elegem um único pronome reflexivo, talvez porque os outros exercem também outras funções. Ouvem-se cada vez mais estruturas como Subiu os preços da gasolina e Foi encontrado duas minas de carvão. Trata-se: se o sujeito é posposto, não há concordância. Funcionam como se não houvesse sujeito.(um verso de Chico Buarque é " pelos andaimes, pingentes que que a gente tem que cair. Um professor que compreende que os alunos não erram, simplesmente, mas falam "outra língua" pode ser bem mais bem sucedido do que os que seguem o senso comum(isto é, estão errados) sobre a questão dos erros. Pois fica bem mais fácil corrigir* do que pesquisar e estudar as juventudes brasileiras. Através da Roda Emdiálogo, Roda JUBEMI e os nove eixos temáticos propostos.

imagem de Joao Batista Dias de Freitas

Jovens e a escola

Os jovens que frequentam a escola são seres em busca de uma colocação na sociedade e veem o ensino como forma de ingresso e, até certo ponto, de ascensão social. Pena que a escola não acompanha a evolução tecnológica, pois esses estudantes buscam um "casamento" entre as atividades formais e uso das TIC's. O mundo do trabalho, muitas vezes, é visto como prioridade e há um desinteresse por alguns conteúdos e até disciplinas que, segundo eles, não contribuem para isso. São jovens que lidam abertamente com as questões da sexualidade (mesmo que às vezes de forma inadequada à saúde física. Muitos ainda sofrem com o preconceito, não apenas o racial, mas social e não toleram a intolerância.Lidam muito bem com as questões de gênero assumindo posturas e escolhas sexuais. Estão dispostos a participarem de eventos e movimentos propostos pela escola e pela sociedade. São jovens que sonhas e buscam algo que contribua para a realização desses sonhos

imagem de TEREZA LEONOR APARECIDA BARROS GUIMARAES MILANO

Educar com Amor

Certamente, Lucinara. Esse é o nosso grande desafio. Fazer com que os alunos das escolas publicas, principalmente os das classes populares mais excluídas, percebam que é o conhecimento que nos liberta e dos dá asas para voar.

imagem de Lucinara Danieli Londero

Educar com amor!

É preciso acreditar que vamos construir um mundo melhor, mais justo...E isso só será possível através da educação. Não existem fórmulas prontas. Mas talvez, nós professores juntos, consigamos encontrar, quem sabe um caminho para chegarmos até o coração de nossos alunos e mostrar a eles a importância do conhecimento.

imagem de luci aparecida lustosa marques batista

Meu Colégio minha vida.

14 anos é tempo suficiente para poder dizer algo sobre nossos alunos.
Nosso Colégio é localizado em uma área de ocupação desordenada,onde os alunos saem cedo para trabalhar
para a complementação familiar e os que não vão a trabalho acabam se envolvendo com coisas ilícitas.
A maioria de nossos alunos, percebo que os mesmos não tem expectativa e sonhos de ir além de cursar o Ensino médio, sinto que temos que mudar algo para que nosso Colégio seja mais atrativo não tão massante.
Sei que aos poucos está melhorando.
Quanto a tecnologia, perdemos e feio para eles, lidam o tempo todo com celulares, facebook etc.
Percebo que a intolerância as diferenças é bem visível mesmo com todo trabalho feito cotidianamente pela Equipe Pedagògica e professores, não deixamos que se torne algo sem proporção tomando atitude de imediato.
Nossos alunos pouco participam de atividades de lazer pois no bairro não há um local para que os mesmos se divirtam, o colégio é o local de referência onde se encontram.